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Notícias Sentinela, alerta! |
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Bento XVI , em linguagem profética, vem ao encontro do Mundo |
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Confesso que fui um dos muitos que esperávamos um Papa diferente do ex-Cardeal Ratzinger para orientar a Igreja nos tempos turbulentos que a Humanidade está a atravessar. Como é meu dever, como crente, leio e acompanho com a maior atenção a acção pastoral do Pastor da Igreja Universal. Por altura da sua investidura como Papa, o seu discurso agradou-me. Na forma de parábola (pedagogia do Mestre Cristo), falou uma linguagem capaz de explicar que a Igreja tem um papel no Mundo, não tanto por aquilo que prega, mas também e, sobretudo, pelas Causas que elege como prioritárias na sua acção pastoral. O tempo foi passando, e num primeiro balanço de "analistas" do Vaticano, parece confirmar-se que, enquanto João Paulo II foi um Papa que falava e comunicava com as multidões com uma facilidade que encantou o Mundo, incluindo, e de modo especial, os Jovens. O encontro de Bento XVI. nas recentes Jornadas de Juventude, em Colónia, era esperado pelo opinião pública internacional como um teste àquilo que poderá ser a "marca" do seu pontificado. Do muito que se disse e escreveu, ficou esta mensagem: enquanto João Paulo II foi mestre em "falar", Bento XVI está a revelar-se gradualmente como um Papa especialmente fecundo e profundo em "escrever".
Aliás, estas Jornadas da Juventude aconteceram no rescaldo de mais atentados terroristas, desta vez, em Londres. Todos estamos a acompanhar uma série de iniciativas que líderes das nações poderosas estão a desenvolver para "travar" o terrorismo. Na própria Inglaterra, que sempre foi considerada "perita" em lidar com "diferenças culturais, religiosas e étnicas" anda um pouco de cabeça perdida nalgumas das sugestões que quer ver aplicadas para contrariar o terrorismo.
É neste contexto que, entre outras afirmações, e tendo como testemunhas largas centenas de milhares de jovens de todo o Mundo, Bento XVI entrou também nesta Causa que une e divide, ao mesmo tempo, a Humanidade: o Terrorismo, chamando a atenção para a necessidade de, numa era marcada pelo terrorismo, pelo regresso do nacionalismo agressivo e do ódio ao estrangeiro, e em que se volta a apelar ao assassínio em nome de Deus...se houver empenhamento no diálogo, o Mundo não estará condenado a um "choque de civilizações", nem à incompreensão entre as pessoas. A aposta no diálogo implica reconhecer a dignidade da pessoa, por muitas que sejam as diferenças culturais e os ódios acumulados. E supõe a existência de um fundo de racionalidade comum a todos os homens.
Sinceramente, esta linguagem vem num bom momento e pode servir de ponto de encontro entre a Igreja e os Povos no meio dos quais ela pretende viver e intervir.
Talvez o ECUMENISMO E O DIÁLOGO ENTRE CIVILIZAÇÕES venham a trazer bons contributos para problemas e encruzilhadas que afligem a Humanidade.
É uma pista a seguir por todos os "homens mulheres de boa vontade"!
José Maia
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